Sheikh Hamad bin Abdullah Al-Thani, é um proeminente coleccionador do Qatar, cujas jóias foram exibidas em todo o mundo, agora tem um direito de uso por 20 anos sobre um espaço expositivo, o Hotel de la Marine, na Place de la Concorde, em Paris.
A partir de 18 de Novembro de 2021, o espólio “Tesouros da Colecção Al Thani” do Sheikh Hamad bin Abdullah Al-Thani está exposto permanentemente em 4 galerias do edifício histórico, Hotel de la Marine, na Place de la Concorde, em Paris. A colecção inclui 120 obras de arte excepcionais, desde a Antiguidade até ao século XIX.
Actualmente podemos visitar os tesouros deste príncipe da família real do Qatar, agora em Paris.
Esta magnífica colecção Al Thani está actualmente reunida no Hotel de la Marine, este espaço museológico apresenta obras de arte provenientes de toda a Colecção, além de acolher uma série bienal de exposições temáticas e empréstimos individuais de museus internacionais.
O espaço museológico é o resultado de um acordo de longo prazo entre a Fundação da Colecção Al Thani e o Centre des Monuments Nationaux (CMN), responsável por este edifício histórico emblemático.
De 10 de Dezembro de 2025 a 6 de Abril de 2026, a Colecção Al Thani, no Hotel de la Marine, em Paris, apresenta o terceiro capítulo de uma trilogia de exposições organizada em colaboração com o Victoria and Albert Museum, a mostra: Jóias Dinásticas.
Após as duas edições anteriores, dedicadas respectivamente às artes da Idade Média e do Renascimento, esta exposição agora patente no Hotel de Paris,reúne jóias magníficas, raras, históricas e de grande importância, provenientes tanto das colecções do prestigiado museu londrino Victoria & Albert quanto da Colecção Al Thani, muitas das quais são exibidas na França pela primeira vez.
Ainda bem, que este magnífico espólio com diademas lindíssimos das imperatrizes Catarina II da Rússia, Josefina, Maria Luísa da Áustria e a rainha Vitória e de outras princesas, estavam no Hotel de la Marine, em Paris e não no Louvre, senão tinham sido também roubadas.
Poder, prestígio e paixão: estas três palavras resumem, por si só, a exposição Jóias Dinásticas e condensam os desafios ligados à posse de gemas e jóias por soberanos e elites.
Poder, antes de mais, porque as jóias não são apenas adornos, mas verdadeiros atributos do poder. Embutidas em coroas, disseminadas nas vestes, integradas nas insígnias régias, encarnam a autoridade soberana, a legitimidade dinástica e a estabilidade do trono.
Prestígio, em seguida, porque as gemas afirmam a posição social, a prosperidade e também o poder de sedução de uma corte, a sua capacidade de maravilhar, impressionar e até intimidar.
Paixão, por fim, de que as jóias são portadoras: paixão íntima pela beleza pura das pedras, paixão amorosa quando a jóia se torna penhor de união e fidelidade, e também paixão pela posse das peças mais raras.
Assim, diamantes, pérolas, safiras, rubis e esmeraldas são exibidos ao longo dos séculos em diademas, coroas, colares, pulseiras, anéis, pregadeiras, brincos e punhos de espada, graças ao talento de artistas e artesãos prodigiosos. Os soberanos e as cortes reais e imperiais europeias dos séculos XVIII e XIX, seguidos pelos ricos da “Gilded Age”, da Era Eduardiana e da Belle Époque, fizeram largo uso desses tesouros para brilhar, antes que a viragem do mundo redistribuísse essas pedras preciosas e jóias por outras mãos ou as transferisse para as vitrinas dos museus.
É à descoberta desta epopeia verdadeiramente espetacular que “Jóias Dinásticas” nos convida, a exposição homónima da qual o Centre des Monuments Nationaux (CMN), se orgulha de participar.
O evento oferece-nos a oportunidade de admirar as “Jóias Dinásticas” pela imensa qualidade e ambição desta exposição, que dialoga de forma poderosa com o cenário que a acolhe: o Hotel de la Marine. É de considerar também o Victoria & Albert Museum, que se associa a esta aventura com o comissariado de Emma Edwards e o empréstimo de cerca de sessenta jóias de dinastias russas, francesas e inglesas. É de apreciar os proprietários públicos e privados que aceitaram separar-se temporariamente de gemas raras e de joias para esta exposição.
Os visitantes do Hotel de la Marine podem admirar estas preciosidades de outros tempos, que nada perderam do seu poder de fascínio.
A jóia, expressão intemporal de poder e prestígio, revela-se aqui também como um objecto íntimo, portador de sentimentos e mensageiro de favores reais. A exposição reúne jóias associadas ao reinado de figuras emblemáticas da história europeia, como as imperatrizes Catarina II da Rússia, Josefina, Maria Luísa da Áustria e a rainha Vitória.
A mostra conta com empréstimos excepcionais de instituições como a Royal Collection, graças à generosidade de Sua Majestade o rei Carlos III; os “Historic Royal Palaces”, graças à generosidade do Duque de Fife; o “Musée National du Château de Compiègne”; o “Domaine National du Château de Fontainebleau”; o “Musée National d’Histoire Naturelle”; e o Musée de Minéralogie Mines, Paris; assim como as colecções patrimoniais da Cartier, Chaumet, Mellerio e Van Cleef & Arpels.
Pedras lendárias, diademas sumptuosos, alfinetes deslumbrantes e colares de aparato compõem uma linguagem faustosa — a das cortes reais — na qual cada gema revela o status, a linhagem e a autoridade do seu ilustre detentor.
Theresa Bêco de Lobo

