Arte e Moda na Colecção Gulbenkian, em Lisboa.

A Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), em Lisboa, inaugurou em 18 de Abril de 2026 a exposição intitulada “Arte e Moda na Coleção Gulbenkian”, que apresenta obras icónicas de artistas portugueses e internacionais. A mostra patente até 22 de Junho de 2026, na Galeria Principal, “convida-nos a entrar num espaço onde a arte respira moda e a moda desperta a arte”, informa a Fundação Calouste Gulbenkian. 

Com curadoria de Eloy Martínez de la Peña, a mostra faz-se acompanhar de um catálogo ilustrado com fotografias de Jon Cazenave, captadas em exclusivo para este projecto que integra as comemorações do 70.º aniversário da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG).

“O que une Vivienne Westwood ao século XVIII francês? Guo Pei a uma máscara funerária do Antigo Egipto? Balenciaga a um baixo-relevo assírio? Ou Alexander McQueen e a Casa Givenchy a gravuras japonesas?”, está referido no no site, em
Gulbenkian.pt. “Numa experiência sensorial, as obras da Colecção Gulbenkian dialogam com figuras maiores da alta-costura e do design contemporâneo, revelando formas, símbolos e gestos que atravessam o tempo. Partindo do profundo interesse de Calouste Sarkis Gulbenkian (1869–1955) pela arte e pela moda, a exposição inicia-se com a forma como o casal Gulbenkian acompanhou as tendências do seu tempo”, continua. “A riqueza e diversidade da Coleção Gulbenkian – com obras de arte do Antigo Egito ao século XX – permitem-nos explorar como motivos recorrentes da história da arte são retomados e reinterpretados pela moda contemporânea, em contextos nacionais e internacionais”.

A mostra destaca um percurso de cerca de 100 obras do Museu Gulbenkian que contracenam lado a lado com 140 peças de vestuário assinadas por nomes como Alexander McQueen, Balenciaga, Dior, Jean-Paul Gaultier, Versace, Vivienne
Westwood ou Yves Saint-Laurent, para citar alguns, e sem esquecer os criadores portugueses como Alves/Gonçalves, José António Tenente, Maria Gambina, Nuno Baltazar ou Nuno Gama.

“Pinturas, esculturas, joias e outros objectos dialogam com peças de moda que os reinventam, narram, decifram ou completam”, lê-se também no site. “São encontros inesperados que mostram como a estética, as ideias e as sensibilidades que habitam esta Coleção conseguem iluminar o universo da moda,” afirmou o curador Eloy Martínez de la Pera.

É enfim um convite para “compreender como a beleza viaja através do tempo”, por via de vaporosos vestidos de couture que ensinam através do olhar atento o que “os textos nem sempre dizem: hierarquias, aspirações, rituais sociais,
silêncios e revelações”.

“Da pintura clássica ao design contemporâneo, o vestuário torna-se um espelho que mostra que a arte e a moda sempre partilharam o desejo de narrar o ser humano”, concluiu o curador Eloy Martínez de la Pera.

Theresa Bêco de Lobo

Theresa Bêco de Lobo

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *